Max Ophüls foi um diretor nascido na Alemanha que trabalhou na Alemanha, França, Itália e Estados Unidos, celebrado por um estilo visual elegante e fluido, construído em torno de movimentos de câmera amplos. 'A Ronda' e 'O Prazer', feitos após seu retorno à França depois do exílio em Hollywood, exibiram seu talento para traçar enredos românticos através de planos longos e intrincadamente coreografados. 'Os Brincos de Madame de...', frequentemente citado como um dos filmes mais graciosamente dirigidos já feitos, e 'Lola Montès', sua obra final e mais extravagante, levaram esse estilo de câmera fluido à sua expressão mais plena. Forçado a fugir da Alemanha após a ascensão nazista ao poder, Ophüls carregou uma sensibilidade distintamente europeia por todos os países em que trabalhou, e sua técnica de câmera permanece uma referência direta para diretores como Stanley Kubrick e Paul Thomas Anderson.