A norte-americana Mary Astor iniciou sua carreira ainda adolescente no cinema mudo dos anos vinte e conseguiu uma das transições mais sólidas para o sonoro, apesar dos escândalos que quase a arruinaram nos anos trinta. É lembrada sobretudo como a mentirosa Brigid O'Shaughnessy de 'O Falcão Maltês', diante de Humphrey Bogart, embora tenha sido por 'A Grande Mentira' que ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 1942. Contratada pela MGM durante boa parte daquela década, seguiu trabalhando em cinema, teatro e televisão até sua aposentadoria em 1964, e assinou ainda vários romances e uma celebrada autobiografia. Sua capacidade de transmitir profundidade e ambiguidade moral a distinguiu entre as grandes intérpretes de seu tempo.